Existem serviços públicos e gratuitos prontos para acolher e proteger você. Conheça cada um deles e saiba como acessar.
Conheça em detalhe cada serviço disponível para mulheres em situação de violência. Todos são gratuitos e sigilosos.
A Central 180 é um serviço do Governo Federal que funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, incluindo feriados. A ligação é gratuita de qualquer telefone (fixo ou celular) e funciona inclusive do exterior.
O serviço oferece:
Delegacias especializadas no atendimento à mulher vítima de violência doméstica e familiar. Contam com equipes treinadas para acolhimento e investigação.
Onde não há DEAM, qualquer delegacia pode registrar o boletim de ocorrência e encaminhar o pedido de medida protetiva.
Em muitos estados, é possível registrar o BO online pela Delegacia Eletrônica.
O CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) é a porta de entrada do SUAS, oferecendo acompanhamento familiar preventivo.
O CREAS (Centro de Referência Especializado) atende famílias e indivíduos em situação de ameaça ou violação de direitos, com atendimento psicossocial especializado.
Atendimento psicológico, orientação jurídica, acompanhamento social e encaminhamento para a rede de proteção.
Oferece assistência jurídica integral e gratuita para quem não pode pagar advogado. A Defensoria pode solicitar medidas protetivas, acompanhar processos e orientar sobre direitos.
Muitas Defensorias possuem núcleos especializados em violência doméstica e direitos da mulher.
Procure a Defensoria Pública do seu estado ou ligue 180 para ser direcionada à unidade mais próxima.
Serviço do SUS voltado para saúde mental. Oferece acompanhamento com psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais, de forma gratuita.
Existem diferentes tipos de CAPS (I, II, III, AD, i), atendendo diferentes complexidades e públicos.
Você pode procurar o CAPS diretamente ou ser encaminhada pela UBS (Unidade Básica de Saúde) do seu bairro.
Espaço que integra diversos serviços em um único local: acolhimento, delegacia, Defensoria Pública, Promotoria, Juizado, atendimento psicossocial e capacitação para autonomia econômica.
O objetivo é facilitar o acesso da mulher a toda a rede de proteção sem que ela precise percorrer diferentes órgãos.
O Centro de Valorização da Vida atende 24h por telefone (188), chat ou e-mail. É um serviço de apoio emocional e prevenção do suicídio.
Se você está passando por um momento de extrema angústia, desespero ou pensamentos suicidas, ligue 188. É gratuito, sigiloso e sem julgamento.
Existem múltiplos caminhos para denunciar violência doméstica. Escolha o que fizer mais sentido para a sua situação.
Ligue 180 (Central da Mulher) ou 190 (Polícia Militar). A denúncia pode ser feita pela própria vítima ou por terceiros.
Dirija-se a uma Delegacia da Mulher (DEAM) ou qualquer delegacia de polícia para registrar o Boletim de Ocorrência.
Em muitos estados, o BO pode ser registrado pela Delegacia Eletrônica. Há também o aplicativo Direitos Humanos Brasil.
A Lei Maria da Penha permite solicitar medidas protetivas diretamente ao juiz, sem a necessidade de advogado.
Todos esses canais garantem sigilo. Você não precisa ter provas para denunciar. O depoimento da vítima tem especial relevância na violência doméstica (art. 12-C da Lei Maria da Penha). Mesmo que decida não prosseguir com o processo, o registro protege você e pode ser utilizado futuramente.
Cada mulher que se liberta inspira outra a fazer o mesmo. A coragem é contagiosa.
Não importa o tamanho do medo: ligue, fale, procure. A rede de proteção existe para você.